Poema a Um Pai Adotivo

Quando eu era criança, ( um ano atrás hahahahaha ) tínhamos algumas manias legais, coisas que já não existem mais nos dias de hoje ..

Quem tiver um pouco mais de 20 anos vai se lembrar do carderno de perguntas que circulava pela escola e na rua. Era a maneira de sabermos um pouco mais sobre aquele menino ou aquela menina que estávamos afim, onde a pergunta mais cabeluda do caderno era : ”Quantos meninos você já beijou?” ou ainda “Se você tivesse que escolher alguém para beijar quem seria???”. Hoje com o Orkut toda essa magia foi perdida.

Além do caderno de perguntas, também tinha a pasta de papel de cartas…… qual menina que não tinha uma hein ???? eu tinha logo 2 uma só de papeis de carta importados que ficava mais do que escondida hahahahahahahaha.

Sem falar no caderno de poesias… ai ai .. nossos tempos de poeta quando sofríamos por amor pelo menino da quinta série hahahaha ou mesmo por inspiração !!!

Caracas ….. e os bailinhos na garagem??? Hahahaha cada final de semana era na garagem de um, onde o buffet se resumia a tang e salgadinho. E era tudo muito divertido sem maldade.

Mas esse post do Túnel do Tempo na verdade é porque me lembro que na minha pasta de poesias havia um poema que na minha opinião era o mais lindo e emocionante chamado “Poema a um pai adotivo”, que com o tempo foi perdido …

Hoje lembrando essa época lembrei-me do poema e graças ao santo google eu achei ele novamente. Porque não posta-lo não é verdade???

Pai, quando você morrer
Eu não vou chorar.
Pra compensar todo o pranto que você me obrigou a derramar.

Pai, quando você morrer.
Eu não quero lembrar sua existência
Pra compensar toda a vida que você esqueceu que eu tinha.
Pai, quando você morrer, eu vou pôr roupa branca.
Pra compensar toda paz que você me impediu de ter.
Pai, quando você morrer, eu não vou à missa.
Pra compensar os pecados que eu paguei mesmo inocente.
Pai, quando você morrer, eu quero gritar bem alto.
Pra compensar toda mágoa, que você me fez sofrer calado.
Pai, quando você morrer, eu vou levantar os olhos.
Pra compensar todas as vezes que eu chorei cabisbaixo.
Pai, quando você morrer, eu vou tomar um porre.
Pra compensar todas as vezes que você me aporrinhou.
Pai, quando você morrer, eu vou cuspir todo o ódio.
Pra compensar o instante em que você me cuspiu de sua vida.
Pai, quando você morrer, eu vou te olhar de frente.
Pra compensar todas as vezes que você me deu as costas.
Mas Pai…
Enquanto você for vivo
Eu vou escrever um livro
Pra dizer que não sou culpado.
Pois quem me dera ao invés de adotivo,
Viciado, marginal e revoltado.
Eu fosse só, tão somente.
Um menor abandonado.

O Poema é muito bonito e emocionante …

Saudade daqueles tempos !!!!

Kenia Milene

5 thoughts on “Poema a Um Pai Adotivo

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